4. QUARTO - INTERNA - DIA
Sunday, September 26, 2010
SEQUÊNCIA 1
4. QUARTO - INTERNA - DIA
Friday, August 20, 2010
Wednesday, August 18, 2010
Thursday, October 29, 2009
And the stars, they all aligned
I knew I had to make my, decision
But I never made the time
No, I never made the time
I can't stay, so far
I can't stay, much longer
Riding my decision home
There is a little boy in her arms
Now we'll parade around without game plans
Obligations, or alarm
- I can't stay, much longer...Riding my decision home!
E corta.
Friday, September 25, 2009
Namorar me castrou.
É que em vez de ser fértil, bonito, poético e inspirador foi simplesmente...aquilo. Não me trouxe nada de poderosamente transformador. Foram só seis meses. Ou um ano e 5 meses. Tempo agora é o de menos.
Fato é que pensar em amor, paixão, casamento, filhos, casa, pensar em tudo isso que só existia em energia desconhecida, foi emburrecedor. Porque fechei os livros, larguei as aulas mais chatas e enriquecedoras, parei de escrever à mão, não soube mais o que era escrever cartas pra alguém que nunca vi, não soube mais assistir televisão, não soube mais ficar bêbada e me divertir.
Namorar me ensinou a depender de alguém, a ligar pro mesmo número toda madrugada, a saber coisas que eu não queria, me ensinou sobre a ignorância alheia, me ensinou a gastar o dinheiro que eu não tinha, me ensinou a não ter pudor. Namorar também destruiu meu vocabulário e minha mente perspicaz.
Depois de namorar, eu acendo um cigarro, ouço a música e contemplo. Porque não namorar me permite enxergar o mundo de novo, o mundo novo. Sim, senhor, eu acendo um cigarro porque namorar é rápido, voluptuoso e aquela outra coisa que eu não sei descrever. Namorar acabou com isso também.
Sem namoro, não tem cerimônia. Você ama e pronto. Ninguém te pergunta se é muito ou pouco. Ninguém te pede a terceira via do formulário. Você bebe e fala o que quiser. Disso eu senti tanta falta.
O não namoro é como um espelho. Ou melhor, é um reencontro. Depois que você se livra da alma gêmea do ano, é obrigado a conviver consigo de novo. Mesmo que não goste, seu eu estará sempre bem atrás. E o pior: às vezes os fantasmas vão bem à frente. Nesse caminho não tem desvio.
Tem namoro que só serve pra te distrair. Quando acaba você pensa “Eu de novo?!”. Até entender o que aconteceu naquele espaço de tempo em que você mesmo esteve longe, parece tarde. Aí é a parte em que acende um cigarro e toma cuidado pra não queimar os velhos papéis que vai catar pelo quarto pra tentar se refazer.
Todo fim de namoro é uma oportunidade pra se reencontrar e limpar aquele espelho velho e persistente. E de emagrecer.
Tuesday, April 21, 2009
O açúcar que embaçava a vista, trazia a fadiga e deixava tudo mais molenga. Podia ser doença, mas quem ligava? Já dizia o poeta do senso comum, da opinião pública, da indústria de consciências: a vida tinha de ser doce. Talvez com mascavo, pra ter mais graça. E nesse mais de demasiadas soluções ninguém arregalava os olhos. Abri-los era estar adormecido...e vigiado. Quem olha para o lado entende o que eu digo. Quem acorda de um pesadelo inexplicado, no escuro, atordoado, procura, não acha, entende o que eu digo.
O ar vai. E volta. O açúcar fica. O pesadelo vai. A escuridão vem. As horas seguem ligeiras.
Tuesday, April 14, 2009
Embuste - A vida dos bonecos
O refúgio dos atores e de seus bonecos está na rua 16 de novembro, no Casarão do Boneco. Um casarão antigo, aos poucos reformado, grande. O corredor longo, de janelões espaçosos, nos dá passagem para o ateliê, o escritório, os banheiros, a copa e uma porta. Depois da porta uma escada que nos leva, afinal, ao anfiteatro. Onde antigamente era a sala da casa, atualmente está o mini-museu da In Bust. São diversos tipos de bonecos, agrupados em prateleiras, suportes ou apenas no chão. O processo de confecção e elaboração é responsabilidade de Aníbal Pacha, 51 anos, único artista plástico do grupo. Sentado no ateliê abarrotado de caixas e caixas de material como tecidos, tintas, colas, papéis, ele afirma que a última palavra é sempre dele em relação aos bonecos. “Não passamos meses trabalhando em um boneco. Não temos tempo nem necessidade disso”, diz. O material que será usado na confecção varia de acordo com o texto a ser montado. Isso explica a variedade dos bonecos. Grandes, pequenos, estranhos, bizarros e engraçados, como alguns feitos com minúsculas bolinhas de papel, os seres inanimados parecem transparecer emoções reais. Tudo devido ao trabalho detalhista dos in busteiros.
Mas em seus espetáculos as estrelas não são só os olhões e os corpos de madeira. O ator que interage com o boneco é fundamental, segundo os integrantes. “Não dá pra imaginar uma montagem nossa sem um ator-manipulador”, diz Adriana Cruz. “Se tiver, não é nossa”, completa Paulo Nascimento. Esse ator coadjuvante ou tão importante quanto os bonecos para a dramaturgia de certos textos, já é inerente à pesquisa dos atores sobre teatro de bonecos. Ou com bonecos, como preferem dizer por uma questão de entendimento deles mesmos. “É com bonecos, porque é o que fazemos”, dizem.
O espetáculo “Sirênios”, criado em 2005, é um exemplo do argumento sincero dos atores. Aníbal, Adriana e Milton Aires – ator convidado e colaborador constante do grupo – dividem o palco para contar a história do peixe-boi, único herbívoro dos mamíferos aquáticos. Adaptado para proporções menores, diferente da montagem original que tinha bonecos enormes, o espetáculo intercala atuação humana com atuação ilusória dos bonecos. Graciosamente o texto flui de forma encantadora. Não só pela lenda, mas pela atmosfera lúdica do momento. Bonecos feitos de cestas e paneiros ganham vida de Itá, Itu e Ité. A água é como uma grande bandeira que tremula pela ação do ator. O artista passa de pura manipulação a caboclo ou português em questão de segundos. É a prova legítima de que o ator e boneco precisam se encontrar frente a frente. Não é que o boneco por si só não tenha graça, mas o ator completa a catarse, mostrando que isso é um espetáculo completo.
A origem de quase todos os atores é paraense, mas as histórias são diferentes. Adriana, 31 anos, carioca, mas criada no Pará, sempre acompanhava o pai nos centros comunitários, onde este dirigia peças com elenco infantil. Depois de grande, largou de ser professora para ser atriz. Aníbal, 51, veio de trabalhos com cinema, fotografia e publicidade e entrou em cena pela primeira vez com a Usina Contemporânea de Teatro nos anos 90, mesma época em que conheceu Paulo. Este por sua vez, atualmente com 40 anos, tomou gosto pelo teatro ainda moleque, quando resolveu fazer uma oficina de teatro para ver como era. Viu e nunca mais parou. Ele diz que outro fato que vivenciou e lhe encantou foi assistir a montagem de “Pluft – O fantasminha”, com o grupo original de Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro. “Foi fantástico”, diz. A quarta integrante, Cristina, 42, foi a última a entrar. Em 2005 assumiu a produção do grupo e entrará em cena no próximo espetáculo “Catolé e Caraminguás”.
No início da carreira, sentiram o preconceito com o teatro de bonecos. Todos achavam que era um tipo menor de teatro e este foi um dos grandes estímulos para os in busteiros se fazerem respeitar. O grupo foi do primeiro passo com um espetáculo modesto chamado “Mini Minutos de Fama”, em 1996, a um grande sucesso chamado “Catalendas”, levado ao ar pela primeira vez em 1999. O programa televisivo com duração de 15 minutos, exibido na TV Cultura, em rede nacional, conta mitos, lendas e causos da cultura popular através do teatro de bonecos. O sucesso é sutil. “Nós não temos noção da dimensão disso. Só quando viajamos pra outros estados, mas ainda assim, não mensuramos o tamanho do sucesso”, diz Adriana Cruz, a atriz manipuladora da Dona Preguiça, personagem popular pela sua voz peculiar.
Uma das grandes dificuldades para se fazer teatro, segundo eles, é o público. A massa que se afastou dos teatros, massa que frequentava teatro a muitos anos atrás como se fossem clássicos da seleção brasileira de futebol hoje em dia. Aí consiste um dos principais motivos para a In Bust realizar projetos como o “Bonecos na Estrada”, que leva seus espetáculos para municípios do interior do estado. Mostrar arte para quem não tem ao alcance, de forma gratuita. Aglomerar pais e crianças ao redor de um cenário simples para assistir algo diferente. Este projeto já passou por 43 municípios e foi apresentado para cerca de 18.500 pessoas até agora.
Entre apresentações em escolas públicas, comunidades do interior, centros comunitários, festivais, Casarão, gravações do “Catalendas”, a In Bust Teatro com Bonecos é uma representante expressiva da cena artística paraense, já tão defasada de novidades que valham a pena. A In Bust não é novidade, no sentido efêmero, corriqueiro e relâmpago. Ela é realidade no sentido mais positivo. Não é produto de massa, é produto para todos. Principalmente, porque é possível.
Sunday, January 25, 2009
UNIMED SOB AUDITORIA DA ANS
Janeiro/2009
Renata CardosoA Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) solicitou ao Conselho Federal de Contabilidade o envio de um contador à Unimed Macapá. A Agência pretende fazer um levantamento financeiro, econômico e fiscal da unidade, revisando documentos que datem de 2006 a 2008. Segundo Paulo Roberto Penha Tavares, contador designado para a auditoria, o procedimento é normal. “A ANS tem realizado o mesmo levantamento em diversas operadoras de plano de saúde, em outros estados”, afirma.
O objetivo seria verificar o funcionamento destas empresas e tomar as providências devidas diante de possíveis irregularidades. De acordo com o auditor, é a primeira vez que o procedimento é feito aqui e o tempo máximo de conclusão do levantamento é de 90 dias, tendo começado no último dia 9.
De acordo com Paulo Roberto, que está fazendo o levantamento sozinho, esta ação não tem nada a ver com possíveis dívidas da Unimed. Se assim fosse, haveriam muitas formas de pagá-las, já que o governo federal oferece várias alternativas a este tipo de problema.
Segundo a presidente da Unimed Macapá, Wanda Cruz, a ANS acompanha a evolução das operadoras de acordo com os relatórios que recebe das mesmas. A diferença é que agora o levantamento é pessoal. Quando questionada sobre a possibilidade da operadora estar afogada em uma dívida milionária, Wanda explica que “Uma cooperativa tem características próprias de contribuição fiscal. Quando o valor cobrado pela União ultrapassa os aspectos específicos da cooperativa, nós recorremos judicialmente”.
Enquanto espera-se o resultado final do processo, o valor cobrado é declarado nos balanços da empresa. “O valor estimado atual é de 8 milhões, mas está muito acima do correto”, alega. Wanda acrescenta que a unidade Macapá não é a única a passar por essa situação. Cerca de dois terços do sistema Unimed estão com problemas com valores de arrecadação fiscal.
A conclusão do levantamento está prevista para o final de março.
Wednesday, April 02, 2008
minha renata e seus dois amaurys
Duas partes distintas dele, com 12 anos de diferença. Duas histórias originadas do mesmo homem. Atribuem a mim como sua maior herança, a personalidade. E a ele, o pequeno, o físico. Algumas vezes a opinião se inverte. Do que não há dúvida é que somos perpetuações inquestionáveis. Não saberia falar de suas virtudes, mas uma de suas vantagens é poder contar com duas versões em nada falsas para reiterar sua dignidade. Se eu falar de sua ausência, o pequeno atentará para sua presença lacônica, a qual só compreendi quando nos encontramos frente a frente e vi que era quase um perfeito espelho. Se o pequeno lembrar-se do seu sorriso, por vezes tenso, vou sentar-me com ele e pedir que me conte mais a respeito, porque muito do que enxerguei não foi assim.
Ele gostaria de me delegar responsabilidades, sabendo o porquê delas, mas desconhecendo minha capacidade. Se ele tivesse feito, eu teria acatado para, de alguma forma, passar a aceitá-lo e conhecer a outra metade da minha história. Para o pequeno também deveria ter planos e talvez raciocinasse todos os dias, sempre que pudesse, a respeito de como lhe proporcionar o melhor. E esse era seu jeito, aliado aos trejeitos práticos e objetivos, logo, ligeiramente tortuoso, de nos afagar.
Ao partir, ele mergulhou-me no período mais intenso, mais sofrido, mais solitário da vida até então. Eu poderia não me deixar intimidar ou não conceder-lhe perdão, mas o pivô de nossa separação foi a estupidez humana e uma certeza estranha que sinto, é que estúpido ele nunca foi. Chovia na hora da partida; chovia no momento da confirmação. O céu me ajudava no pranto que me desfalecia. O pequeno olhava tudo de perto, agachado em cima do jazigo azul.
O melhor presente que me deu é baseado na incerteza de sua legitimidade e demorou 19 anos. Delegou-me uma última responsabilidade: o pequeno. Essa me assombra, me pesa, me determina, me desafia. É um espelho com a metade do meu tamanho, trazendo a metade da metade da minha história. Eu lhe reflito aquilo que não viu daquele que partiu e o que ainda está por ver se me acompanhar e pudermos juntar essas histórias.
Hoje começa o sexto mês de ausência e desespero oculto. De força arrancada às pressas do nada, de busca incessante por compreensão, de luto permanente e de surpresas dolorosas.
O pequeno e eu somos duas continuações inesperadas de um mistério personificado. Gostaria que ele voltasse, nos acomodasse em seu colo e nos contasse toda a história até dormirmos, sentindo sua respiração e a paz que só reconhecemos nos braços do pai.
Monday, October 15, 2007
Wednesday, August 29, 2007
Friday, August 17, 2007
Tuesday, May 22, 2007
Tuesday, April 24, 2007
Tuesday, March 13, 2007
Depoimentando
Ela morava com o pai por capricho, pq trabalhava e podia se manter mt bem. Eu não aceitei uma cópia da chave de seu apartamento, claro que não. Então ela também não aceitou uma chave do meu e ficamos assim à mercê das campainhas. E gostava de viajar aquela garota! Quase sempre a trabalho, ligando de 2 em 2 dias. Sei que lembrava de mim constantemente. Certa vez foi a um programa famoso, foi entrevistada sem querer e não temeu falar do nosso romance. Me apaixonei de novo depois dessa e certifiquei que,definitivamente, seria foda me separar dela. Não que eu quisesse, mas aconteceria um dia...
Se dedicava muito ao trabalho. Com o notebook pra lá e pra cá criava coisas formidáveis. Tinha talento pra Publicidade, ainda que eu nunca tenha sido muito chegada a esses estudantes lá na faculdade. Era quase três anos mais velha e tinha riso de adolescente, bumbum também. Os amigos perguntavam oq ela queria com esse namoro e ela respondia: "Ser feliz". Eu reconhecia aos poucos que era exatamente isto que eu era qnd perto dela, apesar de seus esquecimentos (principalmente do seu supermercado do mês), das brigas por causa da abstinência sexual repentina, da implicância com meu jeito introspectivo das 6:00h às 7:03h da manhã.
Lembro de quando, num fim de semana anacrônico dentro do meu quarto sem cama, ela disse que queria um filho meu. O que podia dizer para uma mulher no auge da paixão, da juventude, plenamente amante e amada, que desejava um pouquinho mais? Pôde escolher entre homens e mulheres, porém enquanto mulher plena que era, jamais poderia fugir do instinto maior que é a maternidade. E oq eu diria a quem eu amava e daria todos os filhos que quisesse, se fosse possível? Não foi preciso responder, pois ela leu em meus olhos de 17 anos que não havia oq dizer.
Nunca entendi como certas pessoas, entre elas minha mãe, enxergavam aquele universo como uma aberração. Aquela criatura que descansava lívida, linda, vagando entre sonhos secretos, que se espalhava no meu leito de forma apetitosa e cálida, jamais poderia ser uma aberração.
Ela queria saber oq eu estava lendo, oq estava estudando, oq queria pro almoço do dia seguinte, oq é q curaria minha dor de consciência, oq é q eu sonhava em noites chuvosas. Gostava de dormir nos meus braços, de preferência com a mão em um de meus seios. Pode?! Claro q pode, podia...
De mim, tinha oq quisesse...e ela me queria.
Eu disse q um dia aconteceria de acabar, lembram? Pois acabou. Dava certo demais, era amor demais. Às vezes dava mt errado e isso era dar certo; me puxava, me tirava sarro, me degustava, me desprezava pra depois me querer mt mais. Isso me consumia, é verdade, e eu começava a querer dar um um rumo pra vida quando ela batia na porta e dizia q me amava. Era um rumo e tanto! Mas não enxergava futuro pra mim; não atrapalhava, mas não garantia nada. O problema era tudo se encaixar e eu mergulhar de cabeça. Terminamos.
Não houveram coisas a serem tiradas da casa da outra; só as lembranças e a dúvida de ter feito a coisa certa, mas recusaram-se a sair e é com elas que almoço agora. Hoje sei que ela não fuma mais, nem quer comprar o dvd de 'As Horas' , justamente na época em q sobra nas lojas. Não rói mais as unhas, esquece as lentes de contato onde não deveria, voltou a desligar a TV antes de dormir. Semana passada, um respeitável e despeitado amigos seu, veio dizer que se namorar uma garota de 17 anos pareceu uma merda, separar-se dela foi merda maior ainda.
Não mais nos encontramos ao acaso. Pra ser mais exata nunca mais desde o último dia.
Hoje chegou de Porto Alegre (viajou com o pai) e ligou-me dizendo:
- Olá. O Orly me pediu pra avisar da festa na casa dele hoje às 21:00. Ele não sabe que não estamos mais juntas, mas não custaria fazer esse favor. É isso.
Repetir o recado da secretária eletrônica várias vezes parece coisa de moçinha apaixonada de filme, mas eu fiz. Lembrei de quando nos conhecemos e reparei como esses momentos estão sendo parecidos, começo e fim de namoro. Não de amor, de namoro.
Ela tinha certa aversão a nos imaginar como um casal lésbico de simpáticas velhinhas e eu consolava-a dizendo que iríamos morrer antes disso. Mas não morreremos hoje, porque nos apaixonaremos pela milésima vez e dessa não teremos medo."
Thursday, March 01, 2007
Lee?
Thursday, February 15, 2007
Farias
Saturday, December 16, 2006
Friday, November 17, 2006
How I love you
- Não volto mais, é perda de tempo.
O segundo:
- O caso não é voltar. É preparar-se desde já.
O terceiro:
- Pode ser, mas de mim ninguém escapa.
O primeiro:
- De mim é que fogem.
O segundo:
- Se não parecesses tanto com um fantasma, não precisariam tanto de mim.
O terceiro:
- Besteira! Deixem de 'mim', o fato será sempre eu.
O primeiro:
- Tu? Ah, às vezes lamento por ti, objeto de obsessão.
O segundo:
- Isso é. Até me esquecem!
O terceiro:
- Não te deprimas, tu sabes que sem um o outro não existe.
O primeiro:
- Compraste tabaco?
O segundo:
- Não, não quero. E tu?
O terceiro:
- Não me perguntes nada. Sou o inefável momento da surpresa.